Ele sabia que qualquer movimento errado poderia desencadear um confronto mortal com a tripulação. A tensão era sufocante, cada rangido do casco do navio os fazia pular. A ausência da equipe que faltava o atormentava. Ele podia sentir que eles estavam sendo observados por um inimigo invisível.

Do seu ponto de vista, Nathan observava cada movimento de Jack, analisando as suas tácticas. Ele sabia que para ser mais esperto que Jack seria necessária uma mistura cuidadosa de paciência e engenhosidade. A mente de Nathan trabalhou horas extras, montando um plano para neutralizar a ameaça.

Num canto silencioso da sala de controle, Nathan informou a sua equipe improvisada. “Não podemos subestimar esses homens”, ele advertiu, com a voz baixa e séria. Eles precisavam de um plano que levasse em conta a experiência e a imprevisibilidade de Jack. A equipe ouviu atentamente, ciente dos altos riscos.

Enquanto isso, nos corredores ecoantes da nave, a frustração de Jack se transformou em agressividade. Com uma carranca gravada no seu rosto, ele disparou a sua AK-47 contra o teto de aço. Os estrondos reverberaram por toda a nave, impulsionados pela raiva e frustração.
Encorajados pela exibição do seu líder, os piratas restantes também dispararam uma salva de tiros no ar. Eles esperavam que o barulho fizesse com que os membros da tripulação escondidos fossem expulsos, sem perceber que estavam cometendo o grave erro de revelar as suas próprias localizações.
A voz de Jack ecoou pelos corredores do navio, fazendo ameaças e dando ordens. “Saiam, ou nós os encontraremos!”, gritou ele, com a voz carregada de ameaça. A nave parecia tremer sob o peso das suas ameaças, aumentando a tensão a cada momento que passava.
Em total contraste com o caos que se desenrolava do lado de fora, Nathan permaneceu calmo na sala de controle. Os seus olhos nunca deixavam as telas de vigilância, a sua mente acelerada, mas concentrada. Ele silenciosamente transmitia instruções à sua equipe, a sua voz era uma âncora firme no meio da tempestade.